Calcular a folha de pagamento é uma das tarefas mais importantes e complexas entre as rotinas administrativas de uma empresa.
Mesmo com poucos funcionários, qualquer erro nesse processo pode gerar penalidades, desgastes com a equipe e desequilíbrios financeiros.
Além disso, a legislação trabalhista exige atenção a prazos, cálculos precisos de encargos e obrigações acessórias, como o envio de informações ao eSocial.
O problema é que muitos empresários ainda encaram essa etapa como mera burocracia mensal, delegando a função sem compreender os impactos que a folha tem sobre os custos operacionais e a saúde fiscal do negócio.
Essa falta de domínio técnico aumenta o risco de multas, ações trabalhistas e dificuldades no planejamento financeiro.
A boa notícia é que, com o passo a passo certo, calcular a folha de pagamento se torna uma rotina segura, previsível e automatizável.
Neste artigo, explicamos como fazer isso com eficiência e apresentamos uma alternativa: a terceirização da folha de pagamento com um escritório de contabilidade.
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Como calcular a folha de pagamento? Passo a passo
Calcular a folha de pagamento é uma das rotinas do departamento de pessoal/RH de toda empresa que tem funcionário contratado pelo regime CLT.
Além do salário-base, pode haver remunerações extras e diferentes tipos de descontos — obrigatórios e facultativos.
Vale ressaltar que, ao calcular a folha de pagamento, além dos descontos deduzidos do salário do colaborador, há as contrapartidas da empresa.
O FGTS é um exemplo, assim como a Contribuição Previdenciária Patronal (CPP).
No fim das contas, o custo total de um colaborador é bem superior ao salário registrado em carteira: em alguns casos, o desembolso pode ser o dobro.
A seguir, veja um passo a passo completo para fazer esse cálculo corretamente:
1. Levantar as informações dos colaboradores
O primeiro passo é reunir os dados de cada funcionário:
- Salário base
- Jornada de trabalho
- Benefícios (vale-transporte, vale-alimentação, etc.)
- Faltas e horas extras
- Afastamentos (INSS, maternidade, etc.).
Ter um controle atualizado de ponto e frequência é essencial para garantir a precisão dos lançamentos.
2. Calcular a remuneração bruta
A remuneração bruta inclui:
- Salário mensal proporcional (se houver admissões ou desligamentos)
- Horas extras com seus adicionais legais
- Adicionais (noturno, insalubridade, periculosidade, etc.)
- Comissões e bonificações.
Todos esses valores compõem a base de cálculo para os encargos da folha.
3. Aplicar os descontos legais
Os descontos obrigatórios da folha de pagamento incluem:
- INSS (conforme tabela progressiva vigente)
- IRRF (quando aplicável, com deduções legais)
- Faltas não justificadas
- Contribuição sindical (se acordada em convenção).
Esses abatimentos reduzem o valor líquido que será efetivamente pago ao colaborador.
4. Considerar os benefícios concedidos
Além dos descontos, é necessário lançar os benefícios:
- Vale-transporte (com desconto máximo de 6% do salário base)
- Vale-refeição ou alimentação
- Plano de saúde (se houver coparticipação).
Esses itens compõem a remuneração indireta, impactando o custo total da folha.
5. Calcular os encargos patronais
A empresa também precisa arcar com os encargos sobre a folha:
- INSS patronal (20% sobre a folha, salvo exceções)
- FGTS (8% sobre o salário bruto)
- Provisões de 13º, férias e 1/3 constitucional
- RAT (Risco de Acidente de Trabalho) e contribuições ao Sistema S.
Esses custos devem ser provisionados mensalmente, mesmo que alguns só sejam pagos periodicamente.
6. Emitir os contracheques e guias
Com todos os cálculos prontos, emita:
- Holerites para os colaboradores
- Guias de recolhimento (INSS, FGTS, IRRF, etc.).
A pontualidade nos pagamentos evita multas e complicações com o Fisco.
7. Registrar os lançamentos na contabilidade
Por fim, é necessário:
- Lançar a folha no sistema contábil
- Atualizar o eSocial com os eventos obrigatórios.
Esse controle garante a conformidade fiscal e facilita o fechamento contábil da empresa.
Exemplo de cálculo de folha de pagamento
A seguir, trazemos um exemplo hipotético de como calcular folha de pagamento de forma simplificada, considerando um funcionário que ganha um salário fixo.
O primeiro passo para calcular a folha de pagamento é definir os valores (salário-base, benefícios) e as respectivas tabelas com as alíquotas de descontos.
Vamos imaginar que sua empresa tenha um colaborador que receba R$ 2.500 por mês sem remuneração variável.
Descontos do colaborador
Começamos com o INSS: para 2025, o desconto segue a tabela progressiva. O cálculo para R$ 2.500 é:
- 7,5% sobre R$ 1.412,00 = R$ 105,90
- 9% sobre R$ 1.088,00 = R$ 97,92
- Total INSS descontado: R$ 203,82.
Agora, vamos descontar o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).
- Base de cálculo: R$ 2.500 – R$ 203,82 = R$ 2.296,18
- Alíquota de 7,5% com dedução de R$ 158,40
- IRRF = (R$ 2.296,18 × 7,5%) – R$ 158,40 = R$ 13,81.
Descontos adicionais (exemplos)
-
- Vale-transporte (6% do salário bruto): R$ 150,00
- Plano de saúde: R$ 100,00
- Total de descontos adicionais: R$ 250,00.
Salário líquido
A conta fica assim:
- R$ 2.500 – R$ 203,82 (INSS) – R$ 13,81 (IRRF) – R$ 250 = R$ 2.032,37.
Encargos da empresa
- FGTS: 8% de R$ 2.500 = R$ 200,00
- CPP (Contribuição Previdenciária Patronal): 20% de R$ 2.500 = R$ 500,00
- RAT (entre 1% e 3%)
- Contribuição ao Sistema S (0,2% a 2,5%, conforme setor).
Observação: se a empresa estiver enquadrada na desoneração da folha, substitui a CPP por CPRB, com alíquota entre 1% e 4,5% sobre o faturamento, conforme CNAE.
Quais são os erros mais comuns no cálculo da folha de pagamento?
A seguir, veja os erros mais comuns no cálculo da folha de pagamento e como evitá-los com medidas práticas e assertivas:
1. Cálculo incorreto de horas extras
- Erro: aplicar alíquotas erradas ou não considerar o adicional noturno, domingos e feriados
- Solução: usar sistemas integrados de ponto eletrônico e parametrizar corretamente as regras da CLT no sistema de folha.
2. Falta de atualização das tabelas de INSS e IRRF
- Erro: utilizar alíquotas desatualizadas para calcular os descontos legais
- Solução: conferir periodicamente as atualizações da Receita Federal e garantir que o software contábil esteja sempre atualizado.
3. Ignorar os adicionais legais
- Erro: deixar de incluir adicionais de insalubridade, periculosidade ou noturno
- Solução: verificar as condições de trabalho de cada função e aplicar os percentuais conforme as normas regulamentadoras (NRs).
4. Omissão de descontos obrigatórios
- Erro: não descontar vale-transporte, faltas ou atrasos do colaborador
- Solução: integrar o controle de jornada à folha e validar os eventos com o RH antes do fechamento.
5. Cálculo errado do FGTS e encargos patronais
- Erro: calcular FGTS sobre valores indevidos ou não provisionar encargos como 13º e férias
- Solução: automatizar a folha com sistemas que considerem a base correta de incidência e mantenham as provisões mensais.
6. Erros no envio ao eSocial
- Erro: informar valores incorretos ou fora do prazo, gerando multas
- Solução: estabelecer um calendário de obrigações e usar um sistema contábil que faça o envio automático ao eSocial.
7. Desalinhamento entre contabilidade e RH
- Erro: falta de comunicação sobre admissões, demissões ou mudanças contratuais
- Solução: criar um fluxo de comunicação formal entre os setores e documentar todas as movimentações de pessoal.
O que é a terceirização da folha de pagamento?
A terceirização da folha de pagamento é a transferência do serviço a uma empresa especializada com expertise técnica e legal sobre o assunto.
Vale lembrar que a remuneração é uma parte sensível da relação empresa-colaborador e deve, portanto, ser tratada com zelo.
Um pequeno equívoco pode se transformar em um problemão.
Para evitar isso, a terceirização da folha de pagamento a um escritório de contabilidade é a opção mais inteligente na maioria dos casos.
Além do mais, é possível incluir no pacote diversos outros serviços contábeis, como obrigações fiscais e tributárias.
Por que terceirizar o cálculo da folha de pagamento?
A terceirização do cálculo da folha de pagamento é uma prática comum em muitas empresas por diversas razões, como as seguintes:
Serviço especializado e de alta qualidade
Empresas de terceirização de folha de pagamento são especializadas em lidar com a complexidade regulatória do setor.
Em geral, possuem equipes específicas com conhecimento atualizado sobre leis trabalhistas, tributos e previdência social, o que garante uma entrega eficiente e de alta qualidade.
Redução de custos e economia de tempo
Terceirizar o cálculo da folha de pagamento também é mais econômico do que manter uma equipe interna e dedicada.
Além do mais, ao delegar essa função a um escritório contábil, você libera a equipe para se concentrar em atividades estratégicas que agregam mais valor ao negócio.
Redução de erros e riscos
Erros no processamento da folha de pagamento também podem ser evitados com a terceirização — desde que você escolha o parceiro certo.
As empresas que assumem o serviço geralmente usam sistemas inteligentes e ferramentas avançadas capazes de processar com eficiência e em tempo hábil.
Flexibilidade e escalabilidade
Outra vantagem da terceirização da folha de pagamento está na possibilidade de ajustar as demandas de acordo com as necessidades.
Afinal, na medida em que o negócio cresce, não é preciso contratar mais funcionários para o setor.
Basta demandar mais do prestador de serviço.
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