Aprender como abrir filial em outro estado para expandir a operação é um passo importante para empresas que desejam crescer e aumentar sua presença no mercado nacional.
No entanto, abrir uma filial em outro estado exige cuidados contábeis, jurídicos e tributários que não podem ser ignorados.
Além de atender às exigências do novo estado, a empresa matriz precisa manter o controle centralizado da operação e garantir o cumprimento de obrigações fiscais em diferentes esferas.
Neste guia, explicamos todos os passos para abrir uma filial interestadual, os impactos contábeis envolvidos e como fazer isso de forma segura e econômica.
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O que significa abrir filial em outro estado?
Filial é um estabelecimento da mesma pessoa jurídica da matriz, inscrito no CNPJ com o mesmo número-base e um número de ordem próprio, podendo exercer as atividades previstas no objeto social e nos CNAEs informados para o estabelecimento.
Ela não possui personalidade jurídica própria, pois integra a mesma pessoa jurídica da empresa principal, mas deve ser registrada em separado.
A abertura de uma filial permite à empresa atuar em novo endereço e emitir notas fiscais e contratar funcionários localmente, respeitando a legislação estadual e municipal onde está instalada.
Por que abrir uma filial em outro estado?
Empresas decidem abrir filiais interestaduais principalmente por motivos como:
- Acesso a novos mercados e ampliação da base de clientes
- Redução de custos logísticos ou tributários
- Melhor estrutura operacional e distribuição regional
- Obrigatoriedade fiscal em casos de operações com circulação de mercadorias ou prestação de serviços no novo estado
Muitos estados exigem a abertura de filial para empresas que mantêm operação contínua com estabelecimento (estoque, centro de distribuição ou ponto fixo, entre outros) em seu território, mesmo que a sede esteja localizada em outra unidade federativa.
Sem essa formalização, a empresa corre o risco de autuações fiscais e dificuldades operacionais.
Como abrir uma filial em outro estado: passo a passo
A seguir, veja as etapas para abrir uma filial em outro estado com segurança jurídica.
1. Verificar o contrato social da matriz
Antes de tudo, o contrato social da matriz deve prever a possibilidade de abertura de filiais.
Se não houver essa cláusula, será necessário fazer uma alteração contratual incluindo a autorização para expandir a empresa.
Essa alteração precisa ser registrada na Junta Comercial do estado da matriz.
2. Redigir o ato de abertura da filial
Com o contrato social atualizado, é hora de elaborar o ato específico de abertura da filial.
Esse documento precisa conter:
- Nome empresarial da matriz e da filial
- Endereço completo da filial
- Atividades que serão exercidas (de acordo com os CNAEs da matriz)
- Dados de administração e representação conforme o contrato/alteração (administradores e poderes).
É importante que a filial mantenha coerência com os dados da matriz, inclusive em relação ao objeto social.
3. Registrar a filial na Junta Comercial do novo estado
Cada estado possui sua própria Junta Comercial, com exigências e taxas específicas.
O registro da filial deve ser feito junto à Junta Comercial do estado onde ela será instalada. É necessário apresentar o ato de abertura, o contrato social consolidado e os documentos do responsável legal.
Após o registro, a Junta emitirá o NIRE da filial (Número de Identificação do Registro de Empresa).
4. Inscrever o estabelecimento filial no CNPJ
Com o NIRE em mãos, o próximo passo é cadastrar a filial no CNPJ da Receita Federal.
Esse processo é feito pelo portal Redesim, informando que se trata de uma nova filial da empresa já existente.
O CNPJ da filial será vinculado ao da matriz, mas conterá um número de identificação próprio. Esse cadastro é essencial para a emissão de notas fiscais e demais obrigações fiscais locais.
5. Providenciar inscrição estadual e municipal
A depender da atividade, a filial precisará de:
- Inscrição estadual junto à Secretaria da Fazenda do estado (obrigatória para empresas que comercializam produtos)
- Inscrição municipal junto à prefeitura (necessária para prestadoras de serviço e para obtenção do alvará de funcionamento).
Cada município e estado pode exigir licenças específicas, como:
- Alvará sanitário
- Licença ambiental
- Vistoria do Corpo de Bombeiros.
É importante verificar essas exigências antecipadamente para tornar o processo mais ágil.
6. Emitir nota fiscal no novo estado
Com a inscrição estadual e/ou municipal liberada, a filial poderá emitir notas fiscais com o CNPJ local.
Isso é necessário tanto para circulação de mercadorias quanto para prestação de serviços, conforme exigido pelo ente federativo.
É comum que a Secretaria da Fazenda estadual solicite um certificado digital exclusivo para a filial.
Empresas que usam ERP (sistema integrado de gestão) precisam parametrizar corretamente a nova unidade para manter a consistência fiscal.
7. Atualizar a contabilidade e obrigações acessórias
A abertura de uma filial impacta diretamente na contabilidade da empresa.
Mesmo que matriz e filial pertençam à mesma pessoa jurídica, será necessário manter o controle individualizado das operações.
A escrituração contábil deve identificar separadamente as receitas, despesas e estoques de cada unidade.
Além disso, as obrigações acessórias (como SPED Fiscal, EFD-Contribuições e DCTFWeb) precisam refletir corretamente os dados de cada estabelecimento.
É fundamental contar com um escritório de contabilidade capacitado para garantir o cumprimento dessas obrigações.
Quanto custa abrir uma filial em outro estado?
Os custos podem variar de acordo com o estado e o município, mas envolvem, em geral:
- Taxa de registro na Junta Comercial: entre R$ 100 e R$ 500
- Taxas para emissão de alvarás e inscrições municipais
- Certificado digital adicional: cerca de R$ 200 por ano
- Custos de estruturação física (aluguel, equipamentos e equipe) e operacionais da nova unidade
- Honorários contábeis para elaboração dos atos e orientações fiscais.
Quais os riscos de não abrir filial formalmente?
Empresas que operam em outro estado sem abertura formal de filial estão sujeitas a:
- Multas fiscais por omissão de inscrição
- Impedimento de emissão de nota fiscal no estado
- Inadimplência tributária por recolhimento incorreto de ICMS ou ISS
- Autuações por estabelecimento irregular.
Mesmo atividades operacionais mínimas, como estoque ou equipe comercial local, podem configurar presença física exigindo regularização.
Por isso, formalizar a filial evita problemas legais e transmite maior credibilidade ao mercado local.
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